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Justiça condena réu a 41 anos de prisão por atuação em grupo de extermínio em Tabapuã

De acordo com o Ministério Público, ele era membro da alta hierarquia de uma organização criminosa de São Paulo. (G1)

4 de dezembro de 2020

/ por Redação

Justiça condena réu a 41 anos de prisão por atuação em grupo de extermínio em Tabapuã

Um suspeito de fazer parte da alta hierarquia de uma organização criminosa conhecida por agir dentro e fora dos presídios no estado de São Paulo foi condenado por homicídio triplamente qualificado pela Justiça em Tabapuã (SP).

De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que realizou a denúncia contra o homem, ele recebeu pena de 41 anos e seis meses de prisão, sendo o crime agravado pela prática de grupo de extermínio.

A ossada de uma vítima morta pelo condenado durante um tribunal do crime foi encontrada sem mandíbula e falanges da mão direita.

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O MPSP informou que "o fator decisivo para o sucesso do julgamento foi a participação de membro integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que testemunhou e relatou as investigações conduzidas no âmbito da Operação Octopus, comprovando a alta posição ocupada pelo réu na organização criminosa".

Operação Octopus

A operação Octopus, realizada pelo Gaeco e Polícia Civil, investiga o tráfico de drogas na região de São José do Rio Preto (SP). As investigações começaram em 2017.

De acordo com o Ministério Público (MP), a operação identificou 33 pessoas, entre mulheres e homens, que ocupavam posições de destaque na estrutura de uma organização criminosa conhecida por agir dentro e fora dos presídios.

No mês passado, 32 réus foram condenados por associação ao tráfico de drogas e por integrar organização criminosa pela Justiça em São José do Rio Preto (SP). Somadas, as penas aplicadas chegam a 400 anos de prisão.

A estrutura desmontada pela operação identificou a existência de criminosos com poder de decisão, responsáveis pela realização de “tribunais do crime”, prática criminosa destinada ao “julgamento” e assassinato de pessoas sequestradas pelos integrantes da organização.

No decorrer das investigações, houve ainda apreensão de centenas de quilos de drogas, além de armas e milhares de reais e identificação da prática de diversos crimes graves, como roubos, tráfico de drogas e homicídios.

Ainda segundo o Ministério Público, a Operação Octopus, foi assim batizada por atingir os tentáculos da presença da organização criminosa na região.

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