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Severínia 106 anos: Curiosidades e histórias peculiares do município


Curiosidades e histórias peculiares de Severínia

Graças aos porquinhos


Você sabia que José Severino de Almeida pagou com banha de porco as terras que comprou na região, inclusive as que se tornariam Severínia? Isso mesmo, ao chegar na região ele percebeu que em nenhuma propriedade havia criação de suínos devido a grande quantidade de onças pintadas que por aqui habitavam e devoravam todos os porcos que encontravam pela frente. Como naquela época a banha era usada não só como alimento, mas também como conservadora dele, e por isso bastante valorizada, teve a idéia bem sucedida de trocar pedaços de terra por latas de banha trazidas de Batatais.

Álvora, potencia regional

Você sabia que o povoado de Álvora já foi muito mais interessante que Severínia? Álvora surgiu dentro da Fazenda Reunidas, que era considerada uma fazenda modelo com mais de quarenta tipo cultivos diferentes. Enquanto Severínia dava seus primeiros passos, quase sem estrutura, Álvora era a referência de todas as pessoas que moravam nas fazendas, sítios da região e também para quem morava em Severínia. Mesmo com pouca população no local, existia no povoado uma estação de trem e quatro grandes armazéns que fornecia comida e materiais de higiene. Pela única avenida, era possível ainda encontrar açougue, barbearia, Banco, dentista e até médico.

Sabonete premiado

O caso do sabonete premiado aconteceu na antiga Casa Tannuri, um grande e próspero armazém que tinha como um dos funcionários o alegre e festivo Quitó Nadruz, que sempre gostava de aprontar com os amigos. Foi quando a empresa do sabonete Lifebuoy lançou uma promoção que valia um carro chevrolet 0km. Para ganhar era preciso encontrar uma chave que estava escondida dentro de algum sabonete. Essa foi uma grande oportunidade para o seu amigo dentista Índio Campos Pinto lhe pregar uma peça e descontar um pouco das brincadeiras que outra hora ele fizera. Para isso Índio Campos Pinto, com a ajuda de outros funcionários da casa, pegou um sabonete e com o equipamentos odontológicos fez um corte cirúrgico colocando dentro uma chave e depois selando com uma espátula quente. Daí foi só esperar a esposa do Quitó ir até o armazém comprar sabonete, que um dos atendentes e conspirador da trama vendeu o a ela. Conta que ao tomar banho Quitó sentiu a chave cair e quase não acreditou que a sorte o tinha encontrado ali daquela maneira. Dalí em diante foi só festa. Foi organizada uma passeata com a participação de várias pessoas pelas ruas da cidade que comemoravam em alto e bom som. Mas, o sonho durou pouco, pois ainda naquela mesma noite ele ficou sabendo que tratava-se de uma elaborada pegadinha.

O caso do Ovo milagroso

Severínia era uma cidade totalmente voltada ao cristianismo, e o pessoal acreditava muito em milagres. Foi quando uma senhora moradora de um sítio nas redondezas acabou encontrando no ninho de uma de suas galinhas um ovo que tinha na casca um desenho com o formato de uma cruz em baixo relevo. Devota, aquilo foi para ela uma sinal de milagre. Logo a estória se espalhou e todos queriam ver o tal ovo.

Onde hoje é o pátio do Mercado Donaire era instalado a Prefeitura e a Câmara, tudo muito simples muito modesto, e lá fizeram uma redoma, uma mesa e colocaram o ovo ali. Formavam-se filas de fiéis de todo canto para presenciar aquele milagre. O que tinha problema de vista passava a mão no ovo e no olho, o outro ajoelhava, e assim por diante. Em meio as acirradas disputas sobre o nome que a cidade deveria ter, alguns até comentavam que aquilo era um sinal divino para que colocassem o nome de Ovolândia.

Com tamanha repercussão, um jovem de apelido "Gaiato", sujeito também Severinense que morava em um sitio perto, resolveu desvendar o mistério. Confessou que seria ele o responsável por tal acontecimento, já que tinha ido até aquele ninho e desenhado com suco de limão a cruz que acabou corroendo a casca e gerando o desenho. E assim o ovo milagroso ruiu por terra e desta vez o milagre não aconteceu.

Informações retiradas do Livro Sua história, Severínia! Do escritor Devanir Deloredo.

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