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Maior Festival do Folclore do país começa neste sábado (03) em Olímpia

Maior Festival do Folclore do país começa neste sábado (03) em Olímpia

De 03 a 11 de agosto de 2019, a Estância Turística de Olímpia, no noroeste paulista, será palco de um dos maiores encontros culturais do país. Em sua 55ª edição, o Festival do Folclore reunirá, mais uma vez, grupos e manifestações folclóricas de todas as regiões brasileiras.

Este ano, o evento receberá representantes de 14 estados, no Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas e Turísticas “Professor José Sant’anna”, o conhecido Recinto do Folclore, que leva o nome do idealizador da festa. A expectativa é de que cerca de 130 mil pessoas passem pelo Recinto no decorrer do evento. A entrada é gratuita.

Durante nove dias, mais de 50 grupos, sendo 33 folclóricos e 18 parafolclóricos, encantarão o público, com apresentações de sua cultura típica, na cidade que ostenta o título de Capital Nacional do Folclore (Lei Federal Nº 13.566/2017). Este ano, 10 grupos participarão do festival pela primeira vez. Ao todo, serão 3.500 componentes, entre dançarinos, músicos, coordenadores e equipe de apoio dos grupos.

Os grupos folclóricos são aqueles que preservam a tradição e procuram manter a história da cultura, com características mais conservadoras e originais, muitas vezes passando-se os costumes e trajes típicos de geração em geração. Já os parafolclóricos são grupos particulares que se formam também para difusão das manifestações populares, mas exploram mais a liberdade de criação cultural, fazendo uma espécie de releitura da tradição, com indumentárias mais elaboradas e instrumentos musicais mais modernos.

No Recinto do Folclore, serão realizadas diariamente apresentações noturnas no palco da arena, que é a principal atração do festival. Na parte superior do recinto, os visitantes podem também aproveitar um parque de diversões e apreciar diversas opções gastronômicas presentes em dezenas de barracas para agradar a todos os gostos e paladares.

Pelo terceiro ano consecutivo, o festival contará também com o Palco B, instalado próximo à entrada principal, com programação noturna entre os dias 03 e 10 de agosto, para levar a dança e a cultura ao público que estará circulando pelo espaço.

A programação do evento inclui ainda diversas atividades gratuitas como palestras, gincana e oficina de brinquedos tradicionais infantis, exposição de artesanato, culinária brasileira, desfile, peregrinações pelas ruas e muito mais.

O espetáculo de abertura, no dia 03 de agosto, que é um dos momentos mais emocionantes, promete surpreender e encantar o público com a música tema “Folcloresce Coração”, que faz referência ao Jubileu de Orquídea, comemorando 55 anos de festival. Mais de 400 crianças da rede municipal de ensino e artistas convidados estão ensaiando para a apresentação.

O folclore também invade as ruas, o comércio, escolas e prédios públicos de Olímpia com apresentações dos grupos participantes, que interagem com a comunidade. Além de outras atividades de confraternização, troca de experiências e fomento da cultura popular.

VILA BRASIL

Considerado um dos espaços mais charmosos do Festival, a Vila Brasil tem programação especial durante o evento. Para quem gosta de música raiz, o local é o encontro da cultura sertaneja. Todos os dias da festa, violeiros de Olímpia e região apresentarão o melhor da música caipira. No local, também são comercializados produtos da culinária típica do interior.

PAVILHÃO TURÍSTICO E CULTURAL

O espaço é voltado para exposição e comercialização de artesanato local, regional e de outros Estados, como Minas e Tocantins. No total, serão 31 estandes com 62 artesãos. Outra proposta do local é o resgaste e a valorização histórica do município, por meio da participação do Arquivo Público Municipal “Dr. Antônio Augusto Reis Neves”, que exibirá materiais produzidos pelo equipamento e também receberá apresentações dos grupos participantes.

MINIFESTIVAL, GINCANA E FOLCLORANÇA

Uma festa a parte, o Minifestival, que também ocorre no Pavilhão, é um evento organizado pela secretaria de Educação, com apresentações de alunos da rede municipal de ensino que representam as danças de todas as regiões do país. O festival é aberto ao público e ocorre durante as tardes, de 05 a 08 de agosto, com participação e interação dos grupos visitantes.

Realizada há 53 anos, a Gincana de Brinquedos revive os jogos e brincadeiras infantis antigas, proporcionando às crianças e adolescentes o regaste e a vivência da tradição das brincadeiras da infância dos pais e avós, mantendo assim, a importância da cultura para a sociedade. Já a Folclorança é uma oficina, promovida pela EMEB Santo Seno, que ensina a confecção de brinquedos tradicionais como forma de valorizar as raízes culturais.

ESTUDOS, PESQUISAS E TROCA DE EXPERIÊNCIAS

O festival também se dedica aos estudos acadêmicos acerca do folclore. Para isso, as atividades são compostas pelo Seminário de Estudos, destinado aos professores da rede, e pelo Simpósio de Estudos Etnomusicológicos, que fomenta o debate entre todos os agentes envolvidos, novos espaços de debate dentro do Fefol, valoriza as pessoas de Olímpia e a produção de conhecimento na cidade, dando continuidade ao legado do professor José Sant´anna. Além disso, o festival também promove a Rodada Cultural, um encontro de dois grupos de regiões distintas. O objetivo é fomentar a cultura popular, através da troca de experiências, danças, vestimentas e instrumentos.

FOLCLORE NA RUA

Durante a semana do Festival do Folclore, as festividades também se estendem para além dos limites físicos do Recinto do Folclore. Os grupos participantes invadem as ruas, o comércio e os prédios públicos da Estância Turística de Olímpia com a tradicional “Peregrinação”, em que eles realizam apresentações e interagem com a comunidade. A Igreja Matriz de São João Batista também recebe a festa com uma missa especial em Ação de Graças. A celebração é realizada no primeiro domingo do evento com a presença dos grupos, violeiros, folias de reis, muita dança e animação.

E, para se despedir da grande festa, há o tradicional Desfile de Encerramento, realizado na Avenida Menina Moça, em frente à entrada principal do Recinto do Folclore, que se torna a passarela dos grupos, entidades e clubes de serviço para o desfecho da edição do festival.

GRUPOS PARTICIPANTES

As cinco regiões brasileiras são presenças confirmadas no 55º Festival do Folclore de Olímpia. O público poderá conferir apresentações de norte a sul e leste a oeste do país em um só lugar. Do Rio Grande do Sul, virão dois grupos inéditos – o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Passo dos Tropeiros, de Rolante, e o Trama Arte – Cia de Dança, de Viamão. Ainda do Sul, Santa Catarina será representada pela Associação Folclórica Boi de Mamão do Pantanal, de Florianópolis.

Do Centro-Oeste do país, Goiás será representado pelo Vilão de Santa Efigênia, de Catalão, que vem ao festival pela primeira vez.

Do Norte, destaque para o Estado do Pará, que terá cinco agremiações: os grupos de Belém – Grupo Parafoclórico Frutos do Pará; Cia de Dança Folclórica Trilhas da Amazônia; e Associação Folclórica Paramazon; além dos estreantes, Grupo de Manifestações Parafolclóricas Parananin, de Ananindeua, e Grupo de Cultura Popular Raízes Parauara, de Paraupebas.

O Nordeste também terá grande participação no 55º Fefol. Do Maranhão, haverá a estreia do Boi Brilho da Balaiada, de Nina Rodrigues – São Luís. O Rio Grande do Norte traz os já conhecidos Boi Calemba Pintadinho, de São Gonçalo do Amarante, e o Balé Popular Terras Potiguares, de Passa e Fica. A Paraíba também marcará presença com o Grupo de Cultura Nativa Tropeiros da Borborema, de Campina Grande. Alagoas vem com os grupos Flor da Serra, de Maceió, e Xique Xique, de Chã Preta.

A região continua ainda com Sergipe, de onde virão alguns dos grupos mais tradicionais do festival: o Batalhão de Bacamarteiros, de Carmópolis, e os Parafusos e Lavadeiras, de Lagarto. Fechando o Nordeste, Pernambuco também é presença confirmada com o Balé Popular Papanguarte, de Bezerros.

Já a região Sudeste, terá, este ano, representantes dos quatro estados que a compõe. Do Espírito Santo, o festival receberá a Banda de Congo “Beatos de São Benedito”, de Vila Velha. O Rio de Janeiro volta à festa com o grupo Mineiro Pau e Boi Pintadinho, de Santo Antônio de Pádua, e com o inédito Jongo da Serrinha, de Madureira.

Minas Gerais virá em peso com seis participações: Filhos de Itamogi (Itamogi), Congo de Libertação (Ituiutaba), Terno de Congo Marinheiros do Prata (Pratápolis), Terno de Congo Sabiá (São Sebastião do Paraíso) e os estreantes Guarda de Moçambique, de Timóteo, e Quadrilha do Centro Cultural Arraial do Pé Vermelho, de Belo Horizonte.

O Estado-sede do festival, São Paulo, tem 24 grupos confirmados de sete cidades: Associação Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi (Guarujá); Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo (Ribeirão Grande); Congada Terno de Sainha Irmãos Paiva (Santo Antônio da Alegria); Grupo Samba Lenço (Mauá); Congada Três Colinas (Franca); e o Projeto GURI, de São José do Rio Preto.

Além desses, o Estado estará representado pelos grupos anfitriões da Estância Turística de Olímpia: Godap (Grupo Olimpiense de Danças Parafolcóricas “Cidade Menina Moça”), Frutos da Terra, Associação Cultural Anástasis, Grupo Folclórico de Danças Afro-Brasileira e Capoeira, Dança de São Gonçalo, Os Catireiros, Terno de Congada Chapéu de Fitas, Terno de Moçambique São Benedito, Moçambique de Nossa Senhora do Rosário, Coral Infantil Vozes Em Canto e as Cias de Santos Reis - Lapinha de Belém, Os Filhos de Maria, Magos do Oriente, Fernandes, Os Visitantes de Belém, Caminhos de Belém, Os Viajantes de Belém e Estrela da Guia.

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