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Policial mata jovem com um tiro no abdome em uma balada de Olímpia

Policial mata jovem com um tiro no abdome em uma balada de Olímpia

O policial militar que trabalha em São Paulo mas reside em Olímpia, no J. Vitório Parolim, Antônio Carlos Torres, e estava de férias, acabou realizando um disparo de arma de fogo que matou o olimpiense Everson Luis Nunes Pereira, 38 anos, conhecido como “Beiço” (foto), que residia no Jardim Harmonia.

O fato aconteceu por volta das 23h10 do domingo, 15, na Avenida Aurora Forti Neves, no bar chamado Goldem Pub, onde o policial se encontrava com sua mulher e diz ter sido ameaçado por pessoas presentes no local.

O PM apresentou-se espontaneamente no plantão da delegacia de Polícia local, no início da madrugada de segunda-feira, 16, alegando que é soldado e exerce suas funções no 3° BPM/M de São Paulo, mas que reside em Olímpia, onde, atualmente gozando de férias, teria ido com sua esposa no bar conhecido como Golden Pub.

Ele contou ainda que, ao chegar no local, apresentou-se ao segurança da casa como policial e que num dado momento, alguns indivíduos desconhecidos que estavam no local o teriam reconhecido como policial e teriam passado a agredi-lo, jogando cerveja em suas costas. E que, ao perceber que os indivíduos queriam levar a mão em sua cintura, local onde carregava sua arma, ao notar que um deles iria pegá-la, imediatamente segurou-a, ocorrendo um disparo.

O policial também alegou que em face de sua esposa estar sendo agredida também por outro individuo, ambos deixaram o local indo para a UPA e depois para a delegacia, onde teria tomado conhecimento de que um dos indivíduos conhecido por “Beiço” havia sido atingido pelo disparo através dos policiais militares da cidade.

Antonio e sua companheira teriam sofrido ferimentos leves e apresentaram laudo médico.

Everson Luis Nunes Pereira foi socorrido e levado para a UPA de onde foi transferido para a Santa Casa local, onde o médico Henrique Louzada tentou salvá-lo mas este não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo na madrugada de segunda-feira, 16.

Segundo o diretor clínico do hospital, Nilton Roberto Martines, houve uma lesão grave na veia cava, na artéria ilíaca, na pelve e intestino com o paciente vindo a óbito.

Na delegacia, o PM apresentou a arma com a qual fez o disparo, um revólver Taurus, calibre 357, municiado com sete projeteis, sendo um deflagrado que foram apreendidos em auto próprio.

O delegado, ainda de madrugada, esteve no local dos fatos, que já estava fechado para o público não sendo possível ouvir testemunhas dos fatos. No entanto, no local havia sistema de monitoramento e o proprietário do estabelecimento comercial ficou de apresentar as imagens posteriormente.

O corpo de Everson foi levado para o IML de Barretos e liberado na tarde de segunda-feira. Seu enterro estava marcado para a manhã de terça-feira, 17.

No Facebook foram diversas as manifestações sobre o tema e o principal questionamento se deu com a interrogação de como alguém vai a um bar carregando a arma, mesmo no caso de um policial de folga que tem direito a andar armado.

iFolha

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