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Água utilizada no Thermas de Olímpia vira matéria do Fantástico

Água utilizada no Thermas de Olímpia vira matéria do Fantástico
Uma equipe do Fantástico esteve quinta-feira ( dia 30/07), no Parque Aquático Thermas dos Laranjais, em Olímpia, para questionar sobre a utilização de água do poço da Agência Nacional de Petróleo, perfurado na década de 60 pela Petrobrás

A reportagem faz parte do atual contexto de economia de água e questiona o fato de a Agência Nacional de Petróleo desde 2012 estar exigindo o fechamento de todos os poços Petrobrás do Brasil. Todos os que foram construídos nas décadas de 50, 60 e 70.

No site do G1/Fantástico, ontem, já aparecia o anúncio de que a reportagem será veiculada no domingo ( 02/08), questionando se o Parque Aquático estaria usando de forma irregular a água do poço da Petrobrás.

O poço da Petrobras de Olímpia foi perfurado nos anos 60 e repassado à Prefeitura de Olímpia, que, por sua vez, cedeu ao Thermas em regime de co­mo­dato. Ele tem uma vazão de 612 mil metros cúbicos por ano, fica a cerca de três quilômetros do parque.

O segundo poço, dentro do próprio parque aquático, tem vazão de 432 mil metros cúbicos anuais e foi perfurado pelo próprio clube em 2004, já se adaptando a nova realidade

De acordo com o doutor Caia Piton, porta voz e advogado do clube, o Thermas tem autorização judicial para a utilização do poço.

Sobre a reportagem, Piton explicou a eles que o poço da ANP, que é chamado popularmente de poço Petrobras em Olímpia, é utilizado hoje por permissão judicial pelo prazo de cinco anos, dentro dos quais será fechado.

O Thermas dos Laranjais é o maior empregador da pequena cidade de Olímpia, com 800 funcionários diretos, com um piso salarial mínimo de R$1900. O prazo dado pelo justiça para o fechamento do poço vem sido rigorosamente cumprido pelo parque, em uma cidade que depende do mesmo para sobreviver.

“Como a situação não é somente de Olímpia e sim comum a diversas cidades do País já há vários anos estamos nos preparando progressivamente para a operação do parque sem a utilização do Poço Petrobras”, salientou.

O advogado questiona o anúncio da reportagem, afirmando que a decisão judicial está acima de qualquer tergiversação de pessoas que têm interesse em prejudicar o parque aquático local, hoje já responsável por 60% de toda a economia de Olímpia.

Caia Piton declarou também que: “Somos precursores no reaproveitamento de água em parques aqui no Brasil. Em termos legais é possível outorgar poços com vazões de até meio milhão de litros por hora em nossa cidade, mas acreditamos que em que pese a medida ser legal, figura na contra mão da história em face das possibilidades cada vez maiores da escassez de água”.

E conclui: “Hoje possuímos investimentos de milhões de reais em tecnologia de reaproveitamento, como uma estação de tratamento de água de 400 mil litros hora, reservatórios de água de 8 milhões de litros e capacidade de aquecer estes reservatórios a mais de 40 graus. Considero, como advogado, que andamos à frente de nosso tempo”, finalizou.

Fonte – Folha da Região

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