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Olímpia está registrando dois novos casos de AIDS por mês


Olímpia está registrando dois novos casos de AIDS por mês

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Silvia Eli­za­beth Forti Storti, de algum tempo para cá o município de Olím­pia está registrando dois novos casos de AIDS, cuja sigla brasileira é SIDA (Síndrome da Imu­no Deficiência Adquirida). Até em razão disso, provavelmente, de acordo com os números mais recentes o total de pessoas in­fec­tadas passou de 130 em setembro para 138 casos positivos.

“Há alguns meses temos esta média registrada mensalmente no CTA. São números muito expressivos para uma cidade do tamanho da nossa”, avisa a secretária demonstrando bastante preocupação com os últimos dados coletados.

No entanto, ao mesmo tempo destaca o serviço prestado pela Secretaria da Saúde: “Mas também mostra que estamos conseguindo alcançar um dos maiores objetivos do nosso serviço que é o diagnóstico precoce. Diagnosticamos estas pessoas antes que elas adoeçam seriamente por causa da AIDS evitando um aumento do número de mortes pela doença”.

Mas se atualmente são 138 pacientes cadastrados que realizam o tratamento em Olímpia, segundo o coordenador do CTA – Centro de Testagem e Aconse­lha­mento e chefe de setor de Pla­no de Ações e Metas em DST/AIDS, José Augusto Depieri Branco, o número de soro­po­sitivos pode ser ainda maior: “porque estariam fazendo tratamento e acompanhamento em outros municípios por medo da exposição”.

TRANSMISSÃO DO VIRUS

O vírus HIV é transmitido pelo sangue, sêmen e leite materno. A infecção não tem cura, mas pode ser controlada por anos com o uso de coquetéis de drogas antivirais. A estimativa é que a pandemia de AIDS, que começou há mais de 30 anos, já tenha matado até 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

“A maior fonte de transmissão do HIV é a relação sexual sem o uso do preservativo, seguida pelo uso de drogas inje­tá­veis com o uso compartilhado de agulhas e seringas, por último e menos comum é a transmissão vertical onde o recém-nascido pode contrair o HIV da mãe soropositiva durante a gestação, parto ou a­ma­men­tação”, diz José Au­gusto.

Para a secretária da Saúde, a conscientização é a melhor forma de se prevenir: “As pessoas devem ter em mente que a AIDS não tem cura e que embora hoje o tratamento seja bastante eficaz, a doença ainda causa cerca de 12 mil mortes por ano no Brasil e aproximadamente 1.200.000 mortes por ano no mundo”.

O SUS oferece um teste rápido, gratuito e sigiloso para interessados em descobrir se estão ou não infectados pelo vírus. O resultado sai em menos de 20 minutos, e não é necessário a­gen­dar o procedimento. “Realizamos uma média de 80 testes rápidos apenas para HIV por mês aqui no CTA. E além do teste rápido para o HIV, temos também no CTA testes rápidos para Sífilis, Hepatites B e C”, acrescenta.

Além disso, há também uma possível ajuda para as pessoas incluídas no grupo de risco. “Desde 2012 todas as pessoas que se expuseram ao risco de contrair o vírus podem fazer uso da PEP (Profilaxia Pós Exposição) que é o uso dos medicamentos antir­re­trovirais durante 28 dias para impedir uma possível infecção pelo vírus HIV. Mas estes medicamentos devem ser tomados no máximo em até 72 horas após a exposição”, informa José Au­gus­to.

TRATANDO FORA

O coordenador do CTA – Centro de Testagem e Acon­se­lha­mento e chefe de setor de Plano de Ações e Metas em DST/AIDS, da Secretaria Municipal da Saúde, José Augusto Depieri Branco, estima que pelo menos 100 casos de soroposi­tivos, ou seja, portares do vírus da AIDS, cuja sigla brasileira é SIDA (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida), estejam sendo tratados foram de Olímpia.

Por isso, acredita que além dos atuais 138 pacientes cadastrados que realizam o tratamento em Olímpia, o total de casos positivos possa ser ainda maior. Porque, segundo ele, esses 100 casos “estariam fazendo tratamento e acompanhamento em outros municípios por medo da exposição”.

Já em setembro, quando tratou do assunto durante entrevista a uma emissora de rádio, José Augusto afirmava que “a gente estima que pelo menos mais 100 pessoas que às vezes tem poder aquisitivo melhor, tratam em outras cidades por uma questão de sigilo e preconceito”.

Também em setembro Depieri Branco informava que das então 130 pessoas portadoras do vírus, 105 já faziam tratamento com medicamentos retrovirais. O restante, 25 delas, estavam apenas fazendo o acompanhamento, mas ainda sem medicamentos.

Porém, mesmo sem considerar os mais de 100 que estariam buscando tratamentos em outras localidades, ele já considerava um número expressivo para o tamanho da população de Olímpia. “É um número alto. De dois anos para cá foram feitos muitos diagnósticos para HIV”, enfatizou.




iFolha
Jean Morelli

Apaixonado por notícias, filmes e séries. Sou blogueiro desde 2011, amante do jornalismo, flamenguista de coração e cajobiense desde sempre.

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