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Investigados por extorsão em Catanduva se manifestam publicamente


Ministério Público revelou os nomes dos vereadores investigados; Segundo a denúncia, o assessor que não aceitava devolver metade de seu salário ao vereador, era demitido










O jornal Diário da Região, edição de ontem, terça-feira, 28 de outubro, trouxe a relação de vereadores que estão sendo investigados pela suposta extorsão a assessores. Segundo a denúncia, que está sendo conduzida pelo Ministério Público de Catanduva, o assessor que não aceitava devolver metade de seu salário ao vereador, era demitido ou pressionado a deixar o cargo de confiança. As investigações começaram sob sigilo, pois o MP não queria expor os envolvidos a possível utilização política. Mas com o passar do tempo, os próprios ouvidos começaram a divulgar - parcialmente - dados do processo. Faltavam apenas os nomes. E eles sairam. São dois vereadores do PV - Cido Verdureiro e Ari Enfermeiro -, um do PT - Wilson Paraná - e um ex-vereador, Palhacinho Pimpão, que quando ocupou a vereança estava filiado ao PPS.

Ari Enfermeiro tentou frear as investigações, pedindo análise ao Conselho Superior do Ministério Público. Como era de se esperar, o Conselho indeferiu o pedido, dando aval à promotoria local para continuar com o inquérito. Tão logo os autos voltaram de São Paulo, o promotor André Luiz Nogueira da Cunha derrubou o sigilo que havia imposto e os nomes acabaram sendo divulgados pelo jornal. Nos últimos meses, muitos nomes e boatos circularam - principalmente nas redes sociais. Porém, com a divulgação da lista, mostraram-se falsos. Mas a própria promotoria não descarta que a prática pode ter sido adotada por outros parlamentares, mas a dificuldade em obter o depoimente de vítimas é real. Muitos, apesar de extorquidos, se sentiriam gratos pela oportunidade de emprego ou até mesmo "com dó" do vereador.

Além das investigações realizadas pela promotoria pública de Catanduva há um inquérito policial. Segundo informações, foram anexadas aos autos gravações realizadas dentro de gabinetes que podem ter material incriminatório. O Conselho de Ética da Câmara Municipal - mesmo com a divulgação de dados por parte do Ministério Público - ainda não se pronunciou. Há uma objeção interna dentro do legislativo a qualquer início de investigações dos suspeitos. O vereador Nilton Cândido (PTB) defende a tese que se o caso está sendo investigado em outras instâncias, o Conselho de Ética deve aguardar o final da apuração.

Três dos citados se manifestaram publicamente sobre o assunto. Os vereadores Wilson Paraná (PT) e Cido Verdureiro (PV) ocuparam a tribuna da Câmara para se defenderem. No caso de Paraná, o vereador acusou sua ex-assessora e hoje repórter do jornal Diário da Região, Kátia Muller, de ter lhe oferecido metade do salário para trabalhar meio expediente na Câmara Municipal. Numa fala emocionada, pautada parcialmente pela leitura de um texto já pronto, Paraná disse que "não vão destruir a minha vida". Ele chegou a acusar a ex-assessora de ter sido "plantada" em seu gabinete.

Vagner Bersa, o Palhacinho Pimpão, se manifestou através de redes sociais. Segundo ele, é estranho que após dois anos venham lhe acusar. O ex-assessor de Pimpão, Rafael Back, esclareceu que não procurou o Ministério Público, mas foi intimado pela promotoria.

Cido Verdureiro foi além. Acusou a liderança de seu partido, Celso Pereira, de estar tramando uma puxada de tapete para conseguir colocar dentro da Câmara Municipal o suplente Donizete Menino. O vereador - que tentou sair do PV, mas não conseguiu - chegou a dizer que Menino estaria na manobra política.

Ari Enfermeiro não se pronunciou.

Leia abaixo o que cada parlamentar investigado falou sobre o assunto.



Cido Verdureiro




Cido Verdureiro Catanduva




"O assunto hoje é sobre denuncias que assessores andam publicando no jornal que os vereadores pega metade de salário. Isso é pouca vergonha que estão fazendo principalmente quem é suplente. Nunca peguei nada de assessor e vou até o inferno.

Atrás disso está Celso Pereira, Donizete Menino e eu quero prova...e o Celso Pereira tá me acusando de tudo, até de corno.

Agora a batata vai assar, não tenho medo de enfrentar a justiça. Quero que meus assessores provem.

O salário do vereador é bom e não preciso pegar nada do assessor. Vou fundo e quero provas.

Eu fui verdureiro 34 anos...eu pisei em cima de um dinheiro do Marco Vinholi no Conjunto Esportivo, e devolvi pra ele.

Nunca comi um ovo roubado e vou querer prova de todos, porque vou meter na cadeia."



Vagner Bersa




Vagner Bersa Catanduva




"Em primeiro lugar eu tenho que salientar que INVESTIGAÇÃO não é sinônimo de CONDENAÇÃO.

No momento a minha preocupação maior não é com o PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO, PROCESSO este que tem registrado e oficializado que não existe provas contra a minha pessoa e sim o que existe é apenas uma única acusação verbal feito por apenas uma única pessoa.

Hoje, já faz praticamente dois anos que eu não sou mais Vereador em Catanduva SP, e neste momento eu acho estranho que somente agora é que alguém resolveu me acusar verbalmente sobre esta questão.

Eu não saí rico da política, e para poder sobreviver nestes últimos meses, eu tive que vender algumas coisas e fazer quatro empréstimos no Banco, simplesmente porque eu voltei a estar desempregado, não tenho renda mensal, não tenho aposentadoria, não tenho INPS e não tenho casa, já que eu moro numa casa em que eu pago aluguel.

Se numa situação normal eu não estou conseguindo trabalho, imagine agora com estas notícias em que a opinião publica já está me condenando muito antes de terminar as investigações e ter um julgamento sobre esta questão.

Condenar uma pessoa antes do julgamento é uma situação totalmente errada.

Quem não gosta do ex-Vereador PIMPÃO, não importa se as notícias são boas ou ruins, esta pessoa sempre vai falar mal e criticar o PIMPÃO.

E a minha maior preocupação neste momento é como eu vou conseguir trabalho para poder sobreviver se a opinião publica já está me condenando antes do julgamento final?

Assim, mais uma vez eu digo: “INVESTIGAÇÃO não é sinônimo de CONDENAÇÃO.”

Realmente eu cliquei em CURTIR em todas as observações feito pelas pessoas sobre a notícia do JORNAL DIÁRIO DA REGIÃO, fiz isto não como um DEBOCHE e sim para salientar que eu li o que estas pessoas escreveram sobre a questão.

Minhas máximas considerações e homenagens.

Ass. Lord Pimpão de Catanduva SP"



Wilson Paraná




Wilson Paraná Catanduva




"Estou profundamente indignado com uma pessoa maldosa e dissimulada que tive o desprazer de ter como assessora. Fui surpreendido de ver minha foto na capa do jornal. Quem me conhece, minha família, todos eles sabem que minha vida é um livro aberto. Querem sujar meu nome mas não vão conseguir e me intimidar. Ameaças de morte estão tentando de novo e usando esse veículo de uma maneira covarde. Essa pessoa faz terrorismo psicológico na internet e jornais...essa pessoa chamada Kátia Muller está fazendo com a gente. Isso é um conto de fadas...uma ex-assessora minha não conseguirá dessa baixaria vindo de gente desqualificada.

Empreguei ela de bom grado em meu gabinete imaginando que ela fosse honesta e comprometida, mas percebi que essa moca que assina matéria não tinha condições de ficar na câmara. Enquanto estava nas ruas dialogando com o povo ela usava a estrutura da câmara para ganhar dinheiro com seus bicos. A energia, a água, os telefones, ela usava para fazer negócios paralelos. Cobrei ela de maneira enérgica e deixei claro que ela não poderia fazer isso. Ela ofereceu metade de seu salário, atuando em meio período, sugando a câmara. Essa pseudo jornalista que me ofereceu dinheiro em troca de emprego, para continuar com a boquinha no serviço publico. Ela é criminosa e vou provar no final.

Muito me espanta que um jornal de mais de 60 anos como o Diario da Região de guarida a esse tipo de funcionário. A sra. Kátia que fosse verdade, então ela seria uma criminosa na medida em que teria pago por um cargo publico. O jornal pode abrigar uma criminosa? Repudio pois foi com a vingança e o ódio...pois quando não aceitei o seu suborno, ela disse que acabaria com a minha vida. Quando não aceitei, ela correu pedir a exoneração já tramado. Na época até achei melhor que terminasse assim, mas naquela ocasião ela me disse uma frase que me marcou. Tem muito mais verdade para ser revelado e no momento certo Catanduva vai saber. Desafio a ela abrir o sigilo fiscal e bancário...você se esconde atrás de um cargo de jornal renomado e estou certo que o seu jornal vai perceber que não é pessoa digna de confiança.

Não pensem que vou deixar barato essa tentativa de me esculhambar, aviso a policia e ao MP que vou colaborar sou o maior interessado a passar essa situação a limpo, me submeto a comissão de ética dessa casa e do meu partido e em breve será provado e essa moca sempre mentiu para que a sujeira não fique impune.

Eu denuncio, que ela Kátia Muller, jamais poderia ser nomeada no meu gabinete. Pois essa mulher fez uma declaração falsa, que leio agora: Ela diz que não tem nenhum parentesco com pessoas públicas, mas ela é prima de um assessor quando ela entrou. Portanto, vou acusar ela de falsidade ideológica, é dissimulada e mentirosa."



Ari Enfermeiro




Ari Enfermeiro Catanduva




Até o momento, não há manifestação pública do vereador sobre o assunto.




Fonte: Passando a Limpo



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