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Presidentes dos EUA e Irã discutem questão nuclear por telefone



O presidente americano Barack Obama falou pelo telefone com o presidente do Irã Hassan Rouhani — a primeira conversa de alto nível deste tipo em mais de 30 anos.

Obama falou de uma "oportunidade única" para fazer progresso com a nova liderança do Irã, em meio a uma agitação diplomática a respeito de seu programa nuclear.

Horas antes, Rouhani afirmou que o Irã está ansioso para chegar a um acordo em breve.

Ele também garantiu que o país não quer produzir uma bomba nuclear, como as potências ocidentais suspeitam.

Descrevendo os encontros na ONU esta semana como um "primeiro passo", ele disse acreditar que a questão nuclear pode ser resolvida "em um futuro não muito distante".

Rouhani disse que as discussões iniciais com Obama aconteceram em um ambiente que é "bastante diferente" do passado.

"Apoio total"

A conversa telefônica aconteceu logo antes de que o presidente iraniano deixasse Nova York, onde ele esteve para o encontro anual da Assembleia Geral da ONU, segundo a agência de notícias iraniana Irna.

Funcionários da Casa Branca descreveram a conversa de 15 minutos - aparentemente iniciada por Rouhani - como cordial, segundo a correspondente da BBC em Nova York Bridget Kendall.

Obama levantou preocupações sobre alguns prisioneiros no Irã, mas o principal assunto da conversa foi o esforço para chegar a uma solução para a questão nuclear, diz Kendall.

Depois disso, Obama disse: "Ainda que certamente haja obstáculos importantes para seguir em frente e que o sucesso não seja garantido, acredito que podemos chegar a uma solução abrangente."

Rouhani, que é tido como moderato e foi eleito em junho, havia afirmado que pretende chegar a um acordo nos próximos três a seis meses.

Ele diz que foi autorizado pelo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a negociar sobre o programa nuclear do país.

Na sexta-feira passada, ele disse em uma coletiva de imprensa na ONU: "Qualquer que seja o resultado a que cheguemos nas negociações, meu governo terá total apoio de todos as principais divisões de poder assim como o apoio do povo iraniano."

"A bomba é perigosa"

Horas antes, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU) disse que teve conversas "muito construtivas" com o Irã em Viena, na Áustria.

O vice-diretor-geral da AIEA, Herman Nackaerts, não deu detalhes sobre as negociações da sexta-feira, mas disse que as duas partes se encontrarão novamente no dia 28 de outubro.

— Vamos começar discussões substanciais para resolver todos os depoimentos pendentes.

Na quinta-feira (26), o secretário de Estado americano John Kerry teve um raro encontro com o chanceler iraniano Mohammad Javad Zarif.

Kerry disse que ficou impressionado com "o tom muito diferente", mas afirmou que o Irã ainda tinha perguntas a responder.

Houve especulação de que Rouhani e Obama poderiam se encontrar em Nova York. Rouhani disse aos jornalistas que "em princípio nós não tínhamos nenhum problema com (a ideia de realizar) um encontro", mas "não houve tempo suficiente" para planejar o encontro.

O presidente iraniano rebateu questões sobre a confiabilidade do Irã como um parceiro nas negociações, dizendo que seu país tinha intenção de manter a tecnologia nuclear, mas que se submeteria à supervisão da AIEA.

— Dizemos explicitamente que não queremos uma bomba. Dizemos explicitamente que acreditamos que construir uma bomba é perigoso para nós — para nossa região.

Os Estados Unidos e a China disseram esperar que o Irã responda a uma oferta feita pelo grupo conhecido como P5+1, formado por EUA, Rússia, Grã-Bretanha, França, China e Alemanha.

O grupo pediu que o Irã pare de produzir e estocar o urânio enriquecido a 20% — um passo anterior à capacidade de produzir armas nucleares.

Eles também exigem que o Irã desative a instalação subterrânea de enriquecimento de urânio de Fordo, perto de Qom, no centro-norte do país.

Novas discussões entre o Irã e o P5+1 devem acontecer em 15 de outubro, e Rouhani disse que o país apresentará um plano nessa reunião, apesar de não ter dado detalhes.




Fonte: R7

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