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Cemitério de Cajobi está sem espaço para novos sepultamentos


Assim como em Uchôa, o cemitério municipal de Cajobi também está sem nenhum espaço para realizar novos sepultamentos. Os dois são os casos mais críticos da região noroeste. Além deles, a situação é considerada grave também nos municípios de Nipoã, Mirassol e Ubarana, todos na região de São José do Rio Preto.

Levantamento feito pela reportagem do jornal Diário da Região mostra que Nipoã está com apenas 6 vagas, Mirassol com 8 e Ubarana com 10. As sepulturas restantes estarão totalmente ocupadas no prazo máximo de três meses.

Em Cajobi, na comarca de Olímpia, sem qualquer espaço para novas covas, a única alternativa encontrada pela prefeitura foi violar o projeto arquitetônico do cemitério. “Só tínhamos um jeito: abrir covas novas no meio das ruas internas e entre os túmulos”, disse o prefeito, Márcio Donizete Barbareli, o Italiano.

Foi graças ao jeitinho brasileiro do administrador público que o colhedor de laranja Jodarci Caderlei, 50 anos, conseguiu enterrar a sogra, Maria Helena Fermino Francisco, há 15 dias. “Tentei comprar uma carneira com duas vagas, mas não tinha. Só conseguimos esse lugar apertado (entre dois túmulos)”, afirmou.

Para enterrar o corpo da mulher, os funcionários do cemitério tiveram de remover os restos mortais de outra pessoa que havia anos estava enterrada ali, revelando que o problema de espaço já é antigo no único cemitério do município.

O coveiro Alcides Panparini Júnior, conhecido como Tiba, responsável pelos enterros, faz o que pode para encontrar espaço para novos corpos. O coveiro estima que em média são realizados dois enterros por mês. “A tarefa está cada vez mais difícil. Estamos construindo onde dá”, avisa.

O prefeito Italiano diz que já tem uma área ao lado do cemitério para ampliação, mas que precisa vencer os trâmites burocráticos para dar início às obras. “Enquanto isso não acontece, estamos rezando para as pessoas demorarem a morrer”, diz.

Segundo o coveiro, os restos mortais de jazigos temporários são constantemente removidos para dar lugar a outros sepultamentos. O prazo mínimo é de quatro anos para a retirada dos ossos.

Jodarci disse ter ficado constrangido por não poder oferecer um túmulo espaçoso para a sogra. “Queria que a última morada dela fosse decente. Ela sempre foi muito boa para nós e merecia essa homenagem”. Agora, como forma de compensar a área espremida, ele pretende colocar mármore para embelezar a última morada da mulher.

Fonte: iFolha

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